Categorias do beach tennis (A, B, C, D e Pro): o que significam

9 min de leitura

As categorias amadoras do beach tennis brasileiro são A, B, C e D — D é a porta de entrada, A é a mais forte —, e acima de todas fica a Profissional. Algumas federações estaduais ainda acrescentam uma categoria E, para quem nunca disputou torneio.

A categoria é o que faz um torneio amador ser jogável: sem ela, quem começou mês passado cai contra quem treina há cinco anos e o jogo acaba em vinte minutos. Este guia explica a escala oficial, quem decide em que letra você joga e por que a mesma letra não significa a mesma coisa em todo estado.

Quais são as categorias oficiais no Brasil?

O regulamento da CBBT (Confederação Brasileira de Beach Tennis) divide as competições em dois blocos:

BlocoCategorias
ProfissionaisDuplas masculinas e femininas · Duplas mistas · Simples masculina e feminina
AmadorasDuplas masculinas, femininas e mistas A, B, C, D · Simples masculina e feminina A, B, C, D · faixas etárias

Ou seja, a escada nacional, do topo pra base: Profissional → A → B → C → D.

Repare no que não está ali: a CBBT não tem categoria E, e escreve "Profissional" — "Pro" e "Open" são apelidos que aparecem em regulamentos estaduais. Se você viu uma tabela com E, ela é estadual ou do circuito da sua arena.

Existe categoria E?

Existe, mas não em todo lugar. A Federação Gaúcha de Beach Tennis é quem define a categoria por escrito: E é "para aqueles atletas que nunca disputaram nenhum torneio FGBT e recém começaram a jogar, são iniciantes de fato". A Federação Paranaense de Tênis também lista categorias E (masculina, feminina, mista e simples) no regulamento de beach tennis.

Onde não existe E, o degrau de baixo tem outro nome:

OndeDegrau de entrada
CBBT (nacional), São Paulo, Minas GeraisD
Rio Grande do Sul (FGBT), ParanáE
CearáIniciante

Muitos aplicativos e circuitos de arena usam a escala com E porque ela resolve um problema real: separar quem nunca competiu de quem já roda torneio há um ano. Não é invenção — é a escala de algumas federações, aplicada fora delas.

Quem decide em qual categoria eu jogo?

Na prática, você escolhe onde entrar — mas a escolha não é livre pra sempre. O que os regulamentos regulam não é a entrada, é a permanência. A CBBT é direta: "os critérios para permanência de um atleta em determinada categoria serão definidos de acordo com seu nível técnico e com os resultados obtidos no ano anterior", e o Departamento Técnico "reserva-se o direito de promover ou rebaixar o beach tenista a qualquer tempo".

E há um limite dentro do próprio torneio: pelo regulamento nacional, o atleta pode disputar apenas um nível técnico no mesmo evento. Não dá pra jogar a B e a C no mesmo fim de semana pra "aumentar as chances".

Como se sobe de categoria?

Aqui está o ponto que mais circula errado. Não existe regra nacional de "venceu X torneios, sobe." O que a CBBT define é outra coisa:

  • análise e decisão do Departamento Técnico;
  • classificação entre os 4 primeiros colocados no Ranking CBBT do ano anterior.

Regras de "venceu tanto, sobe" existem — mas são estaduais, e o número muda em cada uma:

FederaçãoGatilho de subida
CBBT (nacional)Top 4 do ranking do ano anterior + decisão do departamento técnico
São PauloTop 8 do ranking estadual do ano anterior
Minas GeraisTop 4 do ranking (top 5 na categoria D)
CearáCotas por posição no ranking (ex.: os 20 melhores da D masculina sobem pra C)
Rio Grande do Sul (FGT)8 ou mais torneios G1 vencidos no ano (regulamento de 2024)

Se você compete, a regra que vale é a do regulamento do circuito em que você joga — não a que um amigo leu num grupo.

Dá pra descer de categoria?

Essa é a parte que pega muita gente de surpresa. Pela CBBT: "a partir do momento em que o atleta disputar um torneio em uma categoria de nível técnico (A, B, C ou D), não poderá competir em categoria inferior até a temporada seguinte", salvo pedido formal ao Departamento Técnico e aprovação expressa.

Traduzindo: testar a categoria de cima custa o ano inteiro. Algumas federações são ainda mais duras — no Rio Grande do Sul, quem joga três torneios na categoria acima não volta mais à de origem no ano, "nem mesmo com pedido de rebaixamento".

O que é a categoria Profissional?

É o topo — e é a única faixa com critério numérico objetivo, herdado do ranking mundial da ITF. Pelo regulamento paulista, atletas entre as 300 primeiras posições do ranking ITF são considerados profissionais e não podem se inscrever nas categorias amadoras A, B, C e D; a partir da posição 301, só podem jogar a A. Paraná e Rio Grande do Sul usam o mesmo corte de 300.

Duas coisas que quase ninguém sabe:

  • Ninguém é obrigado a virar profissional. O regulamento nacional diz, com todas as letras, que "os atletas da Categoria A não possuem obrigatoriedade de subir para a Categoria Profissional".
  • Os rankings são separados. O ranking da ITF é usado como corte de elegibilidade pelas federações, não como pontuação transferível. No circuito mundial, o ranking de duplas soma os 10 melhores resultados de 52 semanas (6 melhores nas mistas), e para pontuar é preciso chegar a uma rodada que distribui pontos.

E as categorias por idade?

São paralelas às letras, e usam uma régua diferente: conta o ano de nascimento, não o aniversário. A CBBT registra isso no próprio regulamento — "será levado em conta o ano de nascimento do beach tenista".

TipoExemplos na CBBT
Veteranos ("+")30+, 40+, 50+, 60+
Jovens ("Sub")Sub 12, Sub 14, Sub 16, Sub 18

As faixas mudam de estado pra estado: o Paraná tem 35+ e Sub 10; São Paulo não tem 30+; Minas tem Sub 29. E existe uma variante que não é categoria de federação: as categorias de soma de idades da dupla ("Soma 80", em que dois jogadores de 45 e 38 entram porque somam 83). Elas aparecem em torneios e circuitos de arena, não nos regulamentos oficiais — se você vir uma, é regra daquele evento.

A mesma letra significa a mesma coisa em todo lugar?

Não, e isso é o mais importante deste guia. Não existe descrição oficial do que é "jogar na B" — nenhum regulamento define o conteúdo técnico de uma letra. Os regulamentos definem movimento entre letras (ranking, resultados), e o resto é cultura de quadra.

Some a isso três divergências reais entre estados:

  1. O piso muda — D em SP e MG, E no RS e PR, "Iniciante" no CE.
  2. O gatilho de subida muda — top 4, top 8, cotas fixas ou número de títulos.
  3. O nome do topo muda — "Profissional" na CBBT e em SP, "PRO" no PR e RS, "Profissionais/OPEN" em MG.

Por isso a pergunta certa ao se inscrever num torneio novo não é "qual é a minha categoria", é "como é a categoria aqui". Uma C de um estado pode ser a B de outro.

Perguntas frequentes

Sou iniciante. Em que categoria eu começo? Na entrada da escala do lugar onde você vai jogar: D na maior parte do Brasil, E ou "Iniciante" nas federações que têm esse degrau. A definição gaúcha é a mais útil como régua: é para quem "nunca disputou nenhum torneio e recém começou a jogar". Se você ainda está montando o kit, comece pelo guia de raquete de beach tennis para iniciante.

Professor de beach tennis pode jogar categoria de iniciante? Depende do regulamento. No Ceará, não: instrutores e professores "não poderão jogar a categoria Iniciantes e D, apenas as categorias C, B, A, PRO e Masters". É uma regra pouco conhecida e das mais justas — professor na chave de estreante desequilibra a categoria inteira.

Posso jogar duas categorias no mesmo torneio? Pelo regulamento nacional, só um nível técnico por torneio. O que muitos eventos permitem é combinar níveis diferentes de coisas diferentes — uma categoria de duplas e uma mista, por exemplo —, mas isso é regra do evento e precisa estar no regulamento dele.

Torneio de arena precisa seguir a escala da CBBT? Não. Torneio amador de arena não é federado e define as próprias categorias — muitos usam a escala com E justamente porque ela separa melhor o público de quadra. O que faz diferença é a regra estar escrita antes da inscrição abrir, como qualquer outra regra do evento (como organizar um torneio de beach tennis).

Como o organizador separa as categorias na prática? Cada categoria vira uma chave própria, com inscrição, grupos, eliminatória e pódio separados. O funcionamento de cada chave está em chaveamento de torneio de beach tennis, e a escolha de formato por tamanho de público em formatos de torneio de beach tennis.

Fontes

Leia também

Organize o próximo no SpinBT

No SpinBT a categoria vive no perfil do jogador, e o app confere gênero e nível **na hora da inscrição** — num evento com Mista B, Masculina A e Feminina C rodando juntas, ninguém entra na chave errada por engano.

Baixar na App StoreDisponível no Google Play

Está no computador? Use o SpinBT pelo navegador.

Escrito pela equipe do SpinBT, o aplicativo brasileiro de beach tennis que organiza torneio, chave, ranking e a gestão do professor. As regras deste guia são as mesmas que o app executa.